Contagia
Criei a Viral porque sentia necessidade de construir algo que espelhasse quem sou e ao mesmo tempo que pudesse tocar os outros.
Mostrar que é possível criar beleza a partir do que foi esquecido. Que não precisamos de imitar alguém para brilhar pois a nossa maior força reside, muitas vezes, na nossa vulnerabilidade.
A Viral é exatamente isso: uma beleza singular, viva e contagiante
As raízes
Chamo-me Dalida.
Os meus pais, ambos portugueses, emigraram muito jovens para escapar ao regime austero da época. Encontraram em França uma terra de esperança, mas também de sacrifício.
Cresci entre duas culturas, sem nunca sentir que pertencia verdadeiramente a uma delas.
Até ao dia em que decidi regressar a Portugal, definitivamente. Foi nesse reencontro com as minhas origens que finalmente percebi quem era.
Hoje, partilho esse legado com os meus filhos, que me acompanham nesta aventura. A Viral tornou-se o nosso referencial. Juntos damos nova vida à matéria, sempre com respeito pela sua essência.
É uma transmissão contínua, um elo entre a minha história, a deles e a de todos os que criam connosco..
O Couro vintage, o nosso elemento
Sempre adorei procurar peças antigas. Faz-me lembrar a minha infância, o cheiro tão peculiar dessas roupas de outros tempos, que conservamos e que ficaram guardadas nas nossas memórias.
Peças por vezes intactas, atravessadas por décadas, que me despertam recordações tão bonitas como os meus vestidos que a minha mãe guardava cuidadosamente para os meus filhos.
Foi aí que nasceu a minha obsessão pelo vintage.
Se na roupa encontrava facilmente aquilo de que gostava, nos acessórios era diferente: pouca escolha, pouca identidade e, demasiadas vezes, pouca qualidade. Porque uma mala não se vende, ela transmite-se.
Então decidi criar aquilo que sentia faltar: peças exclusivas, concebidas a partir de couro re aproveitado, pensadas para integrar a sua história e acompanhá-lo/a ao longo do tempo.
Mãos que sabem
Agora que conhece a minha história e aquilo que moldou a minha infância, compreenderá porque nunca poderia produzir fora de Portugal.
O processo repete-se sempre da mesma forma.
Primeiro, seleciono pessoalmente as peles com o meu fornecedor, este é, sem dúvida, o momento de que mais gosto. É aí que deixo a imaginação fluir e começo a visualizar cada criação.
Depois, sigo para o atelier, onde tudo ganha forma pelas mãos de quem sabe. Ali, afinamos cada detalhe em conjunto. Que peças vamos desenvolver? Quantas poderão nascer de cada pele? Quais os metais mais adequados vamos associar?
Trabalhamos em equipa, com confiança e transparência. Acompanho cada etapa das minhas criações e ajusto cada detalhe sempre que necessário, na prática, tudo acontece num raio de 60 km da minha casa.
Porque o verdadeiro luxo é conceder tempo às coisas.
Uma mala feita para durar uma vida inteira nunca pode nascer da urgência.
Se fosse preciso uma razão
Poderia encontrar mil e uma... Mas prefiro dizer-lhe, como Blaise Pascal escreveu: “O coração tem razões que a própria razão desconhece.”
A Viral é um grito. O meu, e talvez também o de tantos que vivem hoje a sua própria busca de identidade.
Quantos gostariam de descobrir quem são verdadeiramente e de finalmente se aceitarem e confiarem em si próprios?
Através das minhas criações quero apenas oferecer-lhe uma permissão: a de ser exatamente quem é. Sem comparação, sem necessidade de provar nada, apenas você, plenamente legítimo.
Independentemente da sua história, a Viral celebra aquilo que o torna único.